segunda-feira, 10 de outubro de 2011

CARTA IMPUBLICÁVEL À REVISTA ÉPOCA



  
Os Estados Unidos precisam de trabalho, não de barulho. Será isso mesmo, senhor editor?

Assino Época para conhecer os argumentos da imprensa patronal sobre os temas em pauta.

É interessante o juízo que a sua revista faz de nós, seus leitores, certamente com base em alguma pesquisa. Interessante porque é o mesmo juízo que fazemos de vocês, com base na qualidade do trabalho jornalístico que vocês nos oferecem.

Superficialidades de ambos os lados à parte, com relação à notinha da página 11, edição de 10 de outubro de 2011, uma notinha, quase um silêncio, em função da importância, tamanho crescente e da relevância do fato, sobre a marcha de protesto do povo da mais importante cidade capitalista do mundo contra o terrorismo do capital.

É fácil entender o que é o terrorismo do capital pelas palavras dos próprios terroristas e pelas palavras e ações de suas vítimas mais importantes.

Um dos maiores terroristas, entre todos os grandes banqueiros judeus, Mayer Amschel (Bauer) Rothschild, declarou o seguinte: Deixe-me emitir e controlar o dinheiro de uma nação e não me importarei com quem redige as leis.

Trata-se de uma declaração cínica, mas absolutamente pertinente e verdadeira. Aliás, sem dar a mínima importância a quem governa, ou a quem redige as leis, os banqueiros judeus vêm fazendo isso impunemente, espoliando povos e nações no mundo inteiro, desde a idade média.

Sobre esse mesmo assunto, em 1881, o presidente norte americano James Garfield teve a ousadia de dizer num congresso de banqueiros que: Todo aquele que controla o volume de dinheiro de qualquer país é o senhor absoluto de toda indústria e comércio. Quando percebemos que a totalidade do sistema é facilmente controlada por um punhado de gente poderosa no topo, não precisamos que nos expliquem como se originam os períodos de inflação e depressão.

O presidente Garfield pagou com a vida pela ousadia de falar a verdade num ninho de cobras terroristas. Seis dias após proferi-las, James Garfield foi assassinado.

Foi nos anos sessenta, precisamente em novembro de 1963, que o processo de aniquilamento do estado e da autodeterminação dos povos ganhou impulso.


Nesse mês, os banqueiros judeus donos do Banco Central norte americano, conhecido como FED, uma instituição financeira privada denominada enganosamente de Federal Reserve, resolveram assumir, de fato e definitivamente, o governo da maior potencia econômica e militar da terra, anulando a soberania política do povo ianque e bloqueando qualquer iniciativa posterior de retomada do poder político pelos políticos.


Os banqueiros judeus tomaram de assalto o poder político nos Estados Unidos por duas razões principais: a primeira, foi para continuarem emitindo o dólar e continuarem controlando a sua circulação nos Estados Unidos e no mundo; a segunda razão, era para garantir a continuação das guerras imperialistas. Pois são as guerras e o controle da moeda de circulação global os principais ramos de seus negócios e as maiores fontes de seus lucros,


Esse golpe de estado dos banqueiros foi dado com muita competência, porque, desde então, haverá sempre um politico de fachada “governando” o país democrático de fachada e os banqueiros sempre mandando em quem governa.


Foi no instante em que o presidente John Kennedy anunciou planos e medidas jurídicas eficazes para sair da guerra do Vietnam e para acabar com o absurdo privilégio de uma instituição privada de banqueiros emitir e controlar o fluxo da moeda nacional no mercado, cobrando juros do governo federal, que ele assinou a sua sentença de morte, porque, naquele momento, Kennedy passou a ser um poderoso obstáculo à ganância sem limite dos principais terroristas do capital: os Rothschild; o Warburgbank of Hamburg; o Lehman Brothers; o Kuhn Loeb Bank; James Stillman; Jacob Schiff e outros mafiosos donos e controladores não só do Banco Central norte americano, o Federal Reserve, mas de todos os demais bancos centrais dos países capitalistas.


E esse instante aconteceu no dia 30 de junho de 1963. Nesse dia histórico, John Kennedy assinou e publicou a Ordem Executiva nº 11.110, transferindo para o Departamento do Tesouro os poderes de emitir o dólar, sem onerar o governo, e de controlar os bancos privados, estabelecendo o volume de moeda em circulação no mercado. Essa simples providência reduziria substancial e gradativamente a dívida pública dos Estados Unidos. Com essa lei, Kennedy retira dos banqueiros judeus terroristas e devolve ao governo federal o controle da economia americana e mundial.  
              

Uma grande quantidade de notas de 5 dólares foi emitida e posta em circulação pelo Departamento do Tesouro, lastreadas em prata.


Infalivelmente, como se deu nas vezes anteriores, em que outros presidentes e parlamentares norte americanos tentaram acabar com o Federal Reserve, quase cinco meses depois da promulgação da Ordem Executiva nº 11.110, no dia 22 de novembro de 1963, o presidente John Kennedy foi assassinado e logo depois o seu irmão Robert Kennedy e nada foi apurado sobre esse golpe de estado eficaz contra o povo dos Estados Unidos da América do Norte.


Apesar do Decreto nº 11.110 continuar em vigor, poucos dias após a cerimônia de sepultamento do presidente assassinado, as notas do Departamento do Tesouro foram retiradas de circulação e o Federal Reserve voltou a emitir o dólar sem lastro e a cobrar juros do governo federal, aumentando a dívida do país com os banqueiros privados. Dívida interna crescente, incontrolável, que é prioritariamente paga pelo governo com o resultado do confisco do patrimônio, da renda, do emprego, dos direitos trabalhistas e da aposentadoria digna dos cidadãos.


Em razão da degradação moral e da submissão das forças armadas e das elites de países periféricos, como o Brasil, Chile, Argentina, Peru, Bolívia e Paraguai, essas republiquetas latino-americanas foram as primeiras vítimas da nova política de estado dos banqueiros judeus nos Estados Unidos, que usaram o dinheiro, o serviço secreto e o aparato militar norte americano para derrubar governantes eleitos pelo voto popular, livre, direto e universal, manipulando as forças armadas desses países, para torturar e assassinar os heróis insurgentes, impondo o fim de qualquer compromisso social, econômico e cultural dos estados nacionais com as populações de seus países.


Devido ao sucesso dessa política nas republiquetas latino-americanas, ela foi estendida aos países mais desenvolvidos.


Em novembro de 1989, ocorreram dois fatos cruciais para a humanidade: a queda do muro de Berlim, simbolizando o fim da oposição armada e organizada do terrorismo soviético ao terrorismo do capital e o outro fato é que, no Consenso de Washington, os que mandam em quem governa ditaram as atuais regras globais do neoliberalismo econômico, para a expansão do terrorismo do capital, na Europa e no resto do mundo.


Como nos anos sessenta, os atuais protestos populares vão muito além de uma cidade, de um país, de um continente e se espalham pelo mundo. Os Estados Unidos, a Europa, a África e o Oriente Médio estão mergulhados em revoltas populares pela paz, pela liberdade, e contra o terrorismo do capital.

Mas não adianta essa marcha popular de agora sobre Wall Street  ficar fazendo barulho, como diz a sua revista, levantando cartazes e bandeiras, berrando e cantando palavras de ordem e frases de efeito, se o povo norte americano consciente, em marcha, mobilizado, não exigir do governo a imediata aplicação da Ordem Executiva nº 11.110, do dia 22 de novembro de 1963.


É preciso acabar imediatamente com o terrorismo dos banqueiros do FED, para evitar que o mundo continue caminhando para um trágico fim.


Assistindo hoje a revolta popular contra o capitalismo, no mundo inteiro, meio século após os anos sessenta, compreendemos que a tensão e a efervescência daquela década ainda não passaram. O terrorismo capitalista dos banqueiros cresceu e a reação dos oprimidos também. 


É imenso o tamanho dos anos sessenta! Uma década de sonhos e desilusões que parece que nunca vai acabar.


Enquanto isso, vocês enxergam apenas que os Estados Unidos precisam de trabalho e não de barulho. Essa frase feita deve ter dado trabalho e muito barulho.


PS. Como se trata de uma carta impublicável pela imprensa patronal, ela será publicada no blog    www.midialibre-lalado.blogspot.com

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