quinta-feira, 14 de julho de 2011

SOS AMÉRICA

  
Todo aquele que controla o volume de dinheiro de qualquer país é o senhor absoluto de toda indústria e o comércio. Quando percebemos que a totalidade do sistema é facilmente controlada por um punhado de gente poderosa no topo, não precisamos que nos expliquem como se originam os períodos de inflação e depressão.

(James Garfield, ex-presidente norte americano, assassinado em 1881, 6 dias após dizer isso aos banqueiros, a propósito do fato dos banqueiros privados emitirem e controlarem o volume da moeda norte americana).

A bomba do terror capitalista, o flagelo do terrorismo do capital, antes só sentido nessa intensidade pelas populações dos países periféricos, explodiu com extrema violência no coração da maior potência capitalista global.

Nem o povo venezuelano, conduzido pacificamente ao verdadeiro socialismo por Hugo Chavez, nem mesmo o povo cubano, cujo pequeno país socialista é vítima de um famigerado bloqueio econômico, perpetrado pelos gigantes da economia capitalista mundial, viveram um momento tão desesperador quanto o que vivem os americanos do norte, diante da declaração de falência do país, feita essa semana pelo presidente Barack Obama.

Sinceramente angustiado, Obama implora que o Congresso aperte ainda mais o nó da forca no pescoço do Estado e da combalida economia produtiva norte americana, aumentando o limite do endividamento público, para muito além dos atuais 14 trilhões de dólares. Irônico, é que desses inúmeros trilhões, mais de 3 deles foram de dinheiro emitido pelo FED, às custas do tesouro público, que paga juros aos banqueiros proprietários do FED, o Banco Central privado norte americano, para salvar da bancarrota outros bancos privados desses mesmos banqueiros.

A receita para essas situações, aplicada no mundo inteiro, recessão; corte de verbas para a saúde e educação; arrocho fiscal; desemprego público e privado; arrocho salarial; redução de proventos da aposentadoria e corte de direitos de trabalhadores ativos e aposentados só será admitida pelo congresso norte americano, caso seja preservada a classe patronal, mantendo-se a isenção de impostos aos mais ricos.

Meses atrás - antes de Barack Obama confessar que o tesouro norte americano não terá mais dinheiro em agosto de 2011, nem para pagar os salários dos servidores públicos, inclusive o salário dos soldados que estão fora do país, fazendo a guerra que só interessa aos banqueiros privados, aos mega fabricantes e traficantes de armas e drogas e aos donos das grandes corporações de petróleo - precisamente na sexta feira, dia 3 de dezembro de 2010, publicamos aqui no MIDIA LIBRE uma carta aberta ao presidente Obama e, em virtude do nosso qualificado, porém restritíssimo número de leitores, a encaminhamos diretamente à embaixada norte americana em Brasília e aos jornais The New York Times e Washington Post, propondo a única solução viável para o problema da dívida norte americana.

Naquela época, Obama ameaçava cortar o emprego de 500 mil funcionários públicos, para tentar controlar a crescente dívida do governo, que já beirava o limite constitucional de pouco mais de 14 trilhões de dólares.

Nessa carta, ponderamos que a situação caótica das finanças do Estado norte americano era provocada justamente pelos credores da dívida, os banqueiros privados do FED, o Banco Central privado dos Estados Unidos, responsável pela emissão e circulação onerosa da moeda do país. Insistimos que a melhor, a socialmente menos dolorosa e a única solução para a questão seria cumprir a lei promulgada por John Kennedy e ainda em vigor, mas até hoje não cumprida, de devolver imediatamente ao Departamento do Tesouro essa responsabilidade pela emissão e controle do fluxo da moeda, sem ônus para o tesouro, deixando de se endividar o Estado ainda mais com os mega agiotas e passando o tesouro a lastrear em prata a moeda sem lastro do país, dando maior segurança à economia global.

Obama não aceita essa solução, porque todos os presidentes que tentaram fazer isso foram assassinados.

Diante desse dramático impasse no Congresso norte americano, só resta a Obama recorrer à ajuda humanitária de Cuba e da Venezuela, que certamente não haverão de nega-la, e continuar pagando os salários aos trabalhadores civis e militares, porque a única coisa que não pode acontecer no mundo é se deixar de pagar dívidas aos banqueiros.

Pois, afinal de contas, são eles que mandam em quem governa.

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