sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Delírios da gestapo brasileira






Sou judeu
Não sou banqueiro, nem semita
Não sou rico, nem pobre,
Sou ateu e socialista.

Não busco ser rico,
Não me visto como os ricos,
Nem me identifico com eles
A não ser com o amor dos ricos
Que são parentes e amigos de meus filhos
E com os meus amigos ricos,
Que são muito poucos e muito ricos.

Assim eu sendo,
Se a polícia civil ou militar
Aparecer por perto do lugar onde moro,
Cavo um buraco
E me escondo debaixo do chão,
Para não ser agredido,
Violentado, torturado, atingido,
Para não ser mais um
Anônimo cidadão desaparecido.

Em minha alma
Não quero feridas,
Nem em meu corpo quero balas certeiras
Ou balas perdidas.

Sobre as nossas cabeças
De passadas, presentes e futuras carniças,
Pairam manjados urubus caciques policiais,
Com as suas mais inocentes caras limpas neoliberais
Posando de santas madres teresas de calcutais
E juram publicamente que não sabiam
Nem das fraudes colossais,
Nem da existência de poderosos e influentes cartéis
Nas licitações de obras do metrô,
Em São Paulo, Brasília e Salvador.

Alguns poucos manifestantes de rua desconfiavam
Todos os vândalos já sabiam.
E a seletivamente
Surda e muda imprensa patronal,
Sabia ou não sabia
Desses recorrentes delírios
Do mundo neoliberal?



sexta-feira, 12 de julho de 2013

Os trombadinhas do PT e as Madres Teresa de Caculé da oposição.

 

A popularidade de Lula e Dilma – ele inventor e ela a maior beneficiária do neoliberalismo populista lulalá – tira o sono e algumas coisinhas mais dos elitistas zumbis neoliberais, por encanto e por enquanto, cumprindo apenas doze anos de oposição.

Diante do pânico instalado na cabecinha dos Álvaros Dias de Santidade, dos Demóstenes Torres de Babel, dos Aécius Nevis Romanus Berlusconianus, dos FHCs da Grana Lavada, dos Serras da Privataria, e similares, muitos habilidosos e prestativos personagens chamados formadores de opinião, assalariados da imprensa patronal, os acudem, juntamente com os ordeira e regressivamente defectíveis  Mauricinhos e Patricinhas das redes sociais, mensaleiros de papai, para fazer as cabeças do povão, de maneira que elas acreditem biblicamente que os míseros dois governos do PT são os mais corruptos governos da História do Brasil.

Com exceção de Mino Carta, os patrões da grande mídia brasileira são despreparados para o ofício e para a honestidade. Por exemplo, investidores sul africanos, que controlam a Revista Veja, acumularam riqueza no Apartheid e fugiram da África do Sul com o fim dessa monstruosidade, por não admitirem que negros ex favelados frequentem seus restaurantes habituais, ou entrem fartamente perfumados pela Natura e pela Avon para tomar assento ao seu lado, numa poltrona de avião de carreira. A mesma coisa que acontece com os Mauricinhos e as Patricinhas daqui, com o relaxamento do Apartheid feito pela esmola do Bolsa Família.

Sem o conhecimento dos fatos, sem memória, com informação precária e instrução deficiente, o povão vai engolindo mais essa falácia, indiferente ao fato de que somente após os governos do PT é que não se engavetam denúncias, não se esconde embaixo do tapete os mal feitos dos corruptos, aliados ou não, e os colarinhos brancos passaram a ver o sol nascer quadrado, ainda que em doses homeopáticas, porque judiciário no Brasil é só para massacrar ainda mais quem não tem dinheiro.

Eliana Calmon, Joaquim Barbosa e Daniel Dantas entendem o que estou querendo dizer e também sabem que no Brasil jamais se fará justiça pelo caminho do judiciário, uma verdadeira caixa preta de bandido rico.

Quando estavam no governo, as Madres Teresa de Caculé, que hoje bradam contra a corrupção, na mídia patronal e nas tribunas do parlamento, fizeram a lambança que agora vamos relatar, reportando-nos quase tão somente a fatos históricos comprovados, fartamente documentados, sem opiniões e outras interferências pessoais, que prejudicam a pureza e a verdade dos fatos indiscutíveis. Contudo, empregaremos alguns adjetivos qualificativos pertinentes, que virão à tona pela força de nossa indignação.

Façamos, pois, um pequeno tour pela História recente das civilizações e saberemos, de fato, quem é trombadinha e quem é vendilhão da pátria na História do Brasil.

Após a vitória “aliada” na segunda grande guerra européia, de 1939 a 1945, os mega banqueiros judeus, financiadores de ambos os lados do conflito, controladores e manipuladores da economia mundial, desde a idade média, passaram a controlar e a manipular a economia do mundo lá de Wall Street, em Nova York, onde se instalaram em seu principal banco privado, batizado de Federal Reserve, para dar a ele uma aparência estatal, como deveria ser estatal todo Banco Central de países que se dizem soberanos.

Antes e depois de Abraham Lincoln, todo político norte americano, que se manifestou publicamente no sentido de reduzir o poder dos banqueiros judeus, foi assassinado. Mas John Kennedy e seu irmão Robert Kennedy extrapolaram a vontade de libertar o seu país do sistema financeiro, dando-lhe a soberania, que lá nunca passou de mera retórica, ao agirem eficientemente nessa direção, o que levou a máfia dos judeus a dar um golpe de estado, para assumir também o poder político nos Estados Unidos. Isso mesmo, para assumir o governo da maior potência econômica do mundo, além do controle da economia e do sistema financeiro globais. 

Para reduzir drasticamente a crescente dívida pública norte americana, em 30 de junho de 1963, o presidente John Kennedy promulgou a Ordem Executiva nº 11.110, retirando do privado Federal Reserve e transferindo ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos a incumbência de emitir a moeda do país, sem cobrar juros ao governo, como faziam e continuam fazendo os banqueiros do Federal Reserve, pois esses judeus cobram taxas extorsivas para emitir o dólar e administrar o seu fluxo, sempre no interesse de muito lucro em seus negócios.

Respaldado nessa Ordem Executiva nº 11.110, de 30 de junho de 1963, logo o Departamento do Tesouro norte americano emitiu e colocou em circulação mais de 4 bilhões de dólares em cédulas de 5 dólares, lastreadas em prata.

No dia 22 de novembro daquele mesmo ano, deu-se o golpe de estado, com o assassinato de John Kennedy e logo depois o assassinato de seu irmão o senador Robert Kennedy, virtual sucessor do irmão na presidência do país.

Ainda durante o luto oficial pela morte do presidente, apesar de continuar em vigor a Ordem Executiva nº 11.110, as notas do Departamento do Tesouro foram rapidamente retiradas de circulação e o Federal Reserve voltou a emitir o dólar, passando a cobrar do governo ainda mais dinheiro por esse “serviço”, acelerando o aumento da dívida interna do país a níveis só suportáveis, como está sendo suportado até hoje, com o sacrifício do trabalho, do patrimônio e da vida de dezenas de milhões de cidadãos (?) norte americanos.

Em 15 de agosto de 1971, um modorrento domingo de comecinho de outono, Richard Nixon, funcionário do Federal Reserve no exercício da presidência dos Estados Unidos, comunicou pura e simplesmente que a partir de então a paridade do dólar com o ouro deixava de existir.

Os patrões de Nixon então passaram a emitir o dólar a seu bel prazer e, de fato, o mundo viu-se diante de uma avalanche de dólares, provocando um excesso dessa moeda em poder dos banqueiros.

Então os banqueiros miraram os quintais do mundo capitalista, oferecendo empréstimos a taxas nunca vistas, em torno de 5% ao ano.

Foi uma festa de arromba, uma orgia colossal com esse papelzinho verde dos judeus. Todos os países latino americanos, exceto Cuba, tomaram vultosos empréstimos, comprometendo-se até a medula com esse dinheirinho barato, imposto ao mundo como moeda de trocas internacionais.

Por volta de 1979, os banqueiros judeus decidiram elevar as pequenas taxas de juros de 5% ao ano para estratosféricos 20% ao ano.

A partir de 1981, a situação econômico-financeira dos países tomadores desses empréstimos chegou ao limite do desespero subserviente. Em 1982, México, Argentina, Brasil e Peru naufragaram numa crise sem precedentes. A mesma crise que hoje está afundando a Grécia, a Itália, a Espanha, a França e Portugal, por enquanto.

Conforme prevê vários princípios de Direito Internacional e o bom senso, qualquer alteração nas taxas e condições inicialmente pactuadas exige uma ampla revisão contratual. Isso sem falar no absurdo conflito de interesses, porque os banqueiros credores são os mesmos que comandam as instituições financeiras globais que determinam a variação das taxas de câmbio e de juros. Apesar de tudo isso, nenhum pinto país deu um pio sequer, porque todos, isso mesmo, todos os governantes ciscam nas mãos dos banqueiros. Ciscam o poder das pepitas de ouro, em vez de grãos de milho transgênico.

O socorro aos países veio do FMI, também controlado pelos mega banqueiros judeus. Acenando com empréstimos para o pagamento dessa dívida ilegal e imoral, o FMI exigiu como garantia que os países devedores fizessem acordos, transferindo para seus bancos centrais todas as dívidas que foram contraídas por empresas privadas e por instituições públicas.

E assim foi logo feito, também aqui no Brasil. Todas as dívidas de empréstimos internacionais, tanto as dívidas do setor público, quanto as dívidas do setor privado, foram assumidas pelo Banco Central do Brasil. Isso mesmo, o BC assumiu o papel de devedor de um dinheiro que o Tesouro Nacional nunca recebeu, nem receberia, porque toda essa dinheirama foi embolsada por empresas privadas estrangeiras com filiais no país, na maioria das vezes através de operações triangulares fraudulentas.

Isso mesmo, pagamos uma dívida bilionária, da qual nunca vimos um tostão sequer, enquanto o governo se esforça para atingir a meta de superávit primário, para pagamento de juros e amortização dessa dívida fraudada, ficando praticamente sem recurso algum para promover o bem estar da população.

O garfo das empresas estrangeiras na dívida pública brasileira se explica pelo fato de que o presidente João Goulart foi deposto porque sancionou a Lei de Remessa de Lucros para o Exterior. O embaixador Lincoln Gordon ofereceu mundos e fundos ao governo, caso o presidente vetasse a lei.  Antes da lei, empresas estrangeiras desmontavam fábricas obsoletas em seus países de origem e as remontavam no Brasil, apurando lucros colossais, remetendo-os integralmente para o exterior.

Protegidas pela censura e pela repressão da ditadura militar, as empresas estrangeiras passaram a burlar impunemente a nova lei, que limitava as remessas a 6% ao ano e a 18% no triênio, sendo cada triênio formado por dois novos anos e o último ano do triênio anterior. Com a cumplicidade dos bancos no exterior, forjavam como empréstimos, as transferências para o Brasil de seu próprio dinheiro, depositado nas agências desses bancos no exterior. Dessa forma, a dívida externa brasileira, que era de 3 bilhões de dólares, quando João Goulart foi deposto, saltou para mais de 120 bilhões de dólares, nos primeiros anos de ditadura militar, porque a totalidade dos lucros dessas empresas passou a ser remetido para fora do país como se fosse pagamento de juros e amortização de dívida externa.

Hoje, a dívida pública brasileira, que é paga por todos nós, está em mais de 3 trilhões de reais, o que corresponde a mais de 48% do orçamento da União.

Toda a nossa riqueza, artificialmente desvalorizada, é trocada por num dinheirinho de papel verde, sem lastro, e esse dinheirinho sofrido, que passa a ser o nosso único bem, é entregue criminosamente, sem justa causa, aos vampiros da humanidade.

E essa dívida não para de crescer, porque existe um esquema, uma máfia global da dívida pública, controlada pelos banqueiros do Federal Reserve, que transfere diariamente recursos públicos para o setor financeiro privado. Essa máfia determina a política econômica dos países, estabelece as principais metas de cada nação, metas que nunca são o bem estar social, mas, é claro, são o superávit primário e as metas de inflação, para assegurar o pagamento prioritário da amortização da dívida pública e de juros da dívida, que atualmente aqui no Brasil consome mais de 2,3 bilhões de reais por dia. Repetimos, 2,3 bilhões de reais por dia!

A máfia da dívida pública global atua livremente no modelo político, econômico, no sistema legal e na imprensa patronal, contando para isso com o luxuoso e bem remunerado auxílio de vendilhões da pátria, no executivo, no legislativo, no judiciário, no empresariado e na mídia.

Por exemplo, formulada, votada, aprovada e promulgada no governo de Fernando Henrique Cardoso, a Lei de Responsabilidade Fiscal, aparentemente feita para moralizar a gestão pública, nada mais é do que um instrumento legal que obriga os governantes a priorizar o pagamento da dívida pública aos banqueiros do Federal Reserve sobre qualquer outro pagamento. Isso mesmo, caso ocorra uma calamidade social e o gestor público escolha não pagar a divida, para utilizar dinheiro público no socorro às vítimas da tragédia, o gestor não pode fazê-lo, porque a Lei de Responsabilidade Fiscal manda aplicar o Código Penal, criminalizando e punindo o gestor público, obrigando-o a devolver ao Tesouro Nacional o dinheiro “ilicitamente” gasto para socorrer a população.

A História da dívida pública brasileira é revoltante. É puro vandalismo do capital. Como todos nós brasileiros, o Brasil já nasceu endividado de um dinheiro não desfrutado, obrigado que foi a pagar dívidas de Portugal com os banqueiros judeus da Inglaterra.

O ciclo atual da dívida pública brasileira começa durante a ditadura militar, na década de 1970, um período negro, de total falta de transparência, apelidado de “Milagre Brasileiro”.  A ditadura assumiu inúmeros empréstimos para assassinar os legalistas e realizar obras faraônicas superfaturadas de infraestrutura, como a delirante e perdulária rodovia Transamazônica, até hoje, passados mais de meio século, intransitável, inacabada.

Do vultoso valor desses empréstimos da ditadura militar, a CPI da dívida pública só encontrou documentos contratuais comprobatórios de menos de 20% do valor dessa dívida. O Banco Central do Brasil assumiu 100% de uma dívida contraída no exterior, cuja origem só tem comprovação documental de menos de 20%. Isso mesmo, mais de 80% da dívida pública brasileira foi torrada pela ditadura militar para enriquecer políticos e oligarcas subservientes e para torturar e assassinar patriotas revoltados, “vândalos”, “terroristas”, que deram suas vidas numa luta solitária e desigual, para impedir tamanha espoliação e trazer de volta ao Brasil o estado democrático de direito.

Assim, o Banco Central do Brasil assumiu a dívida fictícia de muito dinheiro que empresas estrangeiras operando no país já haviam recebido em dobro: pela primeira vez, porque se tratava de dinheiro delas mesmas. Pela segunda vez, porque o Banco central reconheceu e pagou a falsa dívida. O Banco Central do Brasil, isto é, o povo brasileiro é devedor de uma dinheirama que nunca recebeu. Assumir o ônus de dívida dessa natureza, por si só é um forte indício de total ilegitimidade dessa dívida.

Os acordos assinados pelo Banco Central do Brasil estipulam o pagamento de uma parte dos juros e a maior parte é incorporada ao saldo devedor. Por essa razão, a dívida pública brasileira não para de crescer, por mais que se pague. Virou uma bola de neve montanha abaixo, ou uma vaquinha verde e amarela indo firme na direção do brejo.

Nos anos da década de 1980, a dívida pública brasileira foi muito discutida em comissões do Congresso nacional. Em 1983, uma dessas comissões produziu um relatório impecável, apontando verdadeiros crimes de lesa pátria. A imprensa patronal abafou o assunto e a denúncia não foi adiante. Em 1987, tendo como relator o senador Fernando Henrique Cardoso, outra comissão do Senado Federal confirmou os crimes financeiros praticados contra o Brasil e também não repercutiu.

Como resultado de tanto debate sobre a dívida externa, os constituintes incluíram na atual Constituição Federal um dispositivo indicando a necessidade de ser feita uma auditoria dessa dívida. A comissão formada para fazê-la esbarrou em muitos obstáculos e problemas políticos, provocados pela maioria parlamentar do governo. Mesmo assim, aos trancos e barrancos, o relator da comissão de auditoria da dívida, senador Severo Gomes, após análise dos documentos apresentados e dos aspectos jurídicos dos acordos, chegou à conclusão de que as abusivas cláusulas contratuais eram nulas de pleno direito.

Severo Gomes escreveu em seu relatório: “Esses acordos colocam o Brasil de joelhos, sem brios poupados, inerme e inerte, imolado à irresponsabilidade dos que negociaram em nosso nome (grifamos) e à cupidez de nossos credores. Renúncia de soberania talvez nós já tenhamos tido algumas, mas uma renúncia declarada à soberania do país é a primeira vez que consta de um documento e faz dele talvez o mais triste da história política do país”. Mais uma vez o escândalo foi abafado pelo governo e pela imprensa patronal e a dívida pública brasileira continuou crescendo.

O mais grave de tudo é que essa dívida foi prescrita. Em idêntica situação a do Brasil, o Equador obteve a declaração de prescrição da dívida nos tribunais internacionais, aos quais jamais nossos governantes recorreram para esse fim.

Em 1992, a dívida pública brasileira com os banqueiros do Federal Reserve foi prescrita. Os acordos da década de 1980 foram assinados em Nova York e a lei que rege esses acordos é a lei local. Segundo as leis locais, as dívidas prescrevem seis anos após a interrupção não reclamada de seus pagamentos. Quando uma parcela da dívida deixa de ser paga, na data estipulada, dá-se a antecipação do vencimento de toda dívida.

Em 1986, o Brasil interrompeu o pagamento dos juros de todos os acordos assinados pelo Banco Central. A partir da datada da interrupção do pagamento dos juros, começa a transcorrer o prazo de prescrição. Seis anos se passaram sem haver qualquer reclamação da parte dos credores, seja na esfera administrativa, diplomática ou judicial. O Banco Central do Brasil não foi instado pelos credores a efetuar o pagamento e a dívida foi prescrita. A nossa dívida com os banqueiros judeus morreu em 1992!





Nesse mesmo ano de 1992, começa a maior negociata da História do Brasil. Diante dela, tudo que se rouba e se roubou nos dois governos do PT não passa de tostões furados. Diante dessa negociata da ressurreição de uma dívida morta, Diceus, Delúbios, Valérios, Lulas, filhos de Lula, Dilmas e companhia, em princípio, são meros trombadinhas.

Morta a dívida, o governo nem esperou os três dias tradicionais para promover a sua ressurreição. A mega corrupção da ressurreição da dívida morta começou ainda no ano de 1992. Nesse ano, o governo e a maioria governista no Senado Federal pressionaram para que fosse aprovada uma resolução autorizando uma nebulosa negociação no exterior de mais de 60 bilhões de dólares. Essa pressão para aprovação da resolução foi tamanha e tão eficiente, que o documento saiu do Ministério da Fazenda para o Senado, foi aprovado a toque de caixa e no mesmo dia da aprovação foi publicado o parecer favorável da Procuradoria da Fazenda. Uma velocidade e eficiência jamais vistas na burocracia brasileira.

Dessa tenebrosa negociação, sabe-se apenas que ela aconteceu no Canadá, mas o seu instrumento contratual jamais apareceu. O time escalado pelo Ministério da Fazenda e Banco Central, para fazer essa negociação tinha 3 nomes, que receberam grande destaque nos anos subsequentes: Armínio Fraga, Pedro Malan e Murilo Portugal. Esses três mosqueteiros não tinham cargo no governo e lideraram as negociações como meros consultores.

Com essa negociação do gênero picaretagem, da espécie negociata, feita em 1992, toda a dívida da década de 1980 com os banqueiros do Federal Reserve foi transformada em títulos, papéis de dívidas negociáveis no sistema financeiro, conhecidos como bônus brandy.

Esse conhaque de malandragem ficou envelhecendo em barris de lama, de 1992 até encontrar ambiente propício para o seu consumo, o que se deu em 1994, no governo de Fernando Henrique Cardoso, porque o Presidente Itamar Franco, um dos raros políticos honestos na História do Brasil, não podia saber dessa bandidagem que acontecia nos subterrâneos do seu governo. Os três mosqueteiros da picaretagem foram nomeados por FHC para cargos estratégicos no governo lá dele. O consultor Pedro Malan virou Ministro da Fazenda; o consultor Murilo Portugal virou Presidente do Tesouro Nacional e Armínio Fraga virou Presidente do Banco Central. Que tal?

Quanto à conversão da dívida em papéis negociáveis, essa operação de tão escandalosamente suspeita não foi aceita por bolsas de valores regulares e foi feita no remoto paraíso fiscal de Luxemburgo, onde 9 entre 10 bandidos do mundo lavam ou escondem o seu dinheiro sujo. E além de tudo, essa foi uma conversão direta de títulos, porque, sem o menor interesse de oferecê-los ao mercado, recebendo dinheiro em troca, o governo escolheu fazer uma troca direta de papel sujo por papel podre e, ainda por cima, pagando juros, comissões, encargos, propinas e tudo de habitual nesse tipo de operação. E mais uma vez, centavo algum entrou no país. E a dívida cresce sem parar, toda vez que se assume uma dívida sem receber dinheiro em troca. Dívida sem contrapartida.

Como se vê, em 1994, no governo Fernando Henrique Cardoso, o país converteu em bônus brandy uma dívida morta.

Mas o grande golpe não fica por ai. Essa moeda podre foi usada para comprar as melhores e mais rentáveis empresas públicas do Brasil, na segunda maior negociata de nossa história, a orgia das privatizações. Quando esse papel podre entrou no Tesouro Nacional, em 1994, o seu suspeitosíssimo presidente Murilo Portugal trocou esse papel podre por dívida interna, dando início à nova bola de neve da dívida interna.

Depois veio a negociata do Plano Real, com altíssimas taxas de juros internos e importações livres, para forçar a indústria brasileira a baixar os preços e falirem, como muitas indústrias brasileiras, de fato, faliram, ou foram vendidas a empresários estrangeiros à preço de banana.

A euforia de importações do Plano Real foi paga com o Brasil abrindo para o investidor estrangeiro a compra de títulos da dívida interna, que paga os maiores juros do mundo. Foi assim que o Brasil de FHC controlou a sua inflação: divida externa para ressuscitar dívida morta e dívida interna para sustentar o Plano Real.

O benefício para a nação não veio em forma de educação, de saúde, de segurança, de transporte, de emprego. Pagamos os mais elevados tributos do mundo para nada receber em troca e ver de braços cruzados o nosso dinheiro  ser transferindo para o sistema financeiro.

Como vemos, diante do poder global do Federal Reserve, os Itaús, os Bradescos, os BBs, as Caixas, os Santander, os HSBCs são bactérias, coisinhas microscópicas beliscando a carniça. Mas é o sistema financeiro como um todo que compra os governantes e vampiriza a humanidade.

Portanto, é ao sistema financeiro e aos seus funcionários governando o país, que deve ser dirigida a nossa revolta, a nossa reação legítima em prol de nossa sobrevivência digna.

Nós, os “vândalos” da atualidade, acusamos Fernando Henrique Cardoso, por ação, e Luis Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, por omissão e cumplicidade, no bárbaro crime hediondo de vender o país, que não é deles, é nosso, imolando o nosso povo no altar dourado dos banqueiros judeus do Federal Reserve.  Acusamos também esses Ali Babás genocidas e os seus 40 ladrões, as Madres Teresa de Caculé da oposição e os trombadinhas do governo, pelos crimes de peculato, prevaricação e formação de quadrilha.

E exigimos a imediata auditoria da dívida pública e a suspensão também imediata dos pagamentos, comprovadamente indevidos, das parcelas cabalmente prescritas, até a decisão final de estado, com base no relatório da auditoria.

Fora isso, os pacíficos Movimentos Passe Livre e tudo mais que hoje se pede nas ruas, e a forma ordeira e estoica como se pede, não passam de mais uma palhaçada estéril da classe média e de algumas centrais trabalhistas, dirigidas por pelegos dos banqueiros e dos empresários, passeatas e marchas do tipo “A marcha da família com deus pela liberdade”, liderada por um agente da CIA de codinome Padre Peyton, para saudar a divina ditadura militar. Só faltam os rosários estendidos e as velinhas acesas nas janelas.

Com a fortuna que é entregue diariamente aos judeus do Federal Reserve, o governo pode proporcionar à toda população emprego, salário justo, moradia, educação e assistência médica de excelência, como a cubana, além de transporte público gratuito em ônibus com ar condicionado e poltronas estofadas, revestidas em couro. Couro sintético, por favor, em respeito aos outros animais extorquidos de sua pele, como sempre fizeram conosco, esse triste papel que sempre nos coube e que não nos cansamos de representá-lo.

Que o poder do povo unido, que a força de nossa união de “vândalos” não se disperse e seja direcionada ao sistema financeiro internacional, na luta por nossa libertação desses canalhas usurários. E tudo mais que almejamos, sonhamos e merecemos virá depois, naturalmente.

“Vândalos” do mundo inteiro, uni-vos!



http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=w4hILR5H8FQ


sexta-feira, 28 de junho de 2013

A revolução do Vândalos.



Torcedores do Barcelona extrapolam durante festa de comemoração pelo título Espanhol

Incompetente para o bem, a elite brasileira tem uma  compreensão muito precária dos fatos, carência essa que é fruto da educação e da cultura mambembe que instituíram no pais, desde a invasão européia em 1500.

Temos visto e lido um verdadeiro festival de enganos, cometidos pelos governantes, pelos acadêmicos e por todos que se arvoram a interpretar os fatos para a mídia patronal, sejam eles fatos do presente ou do passado. Se vivo fosse, Stanislaw Ponte Preta teria muita matéria para continuar fazendo sucesso com o Febeapá (festival de besteiras que assola o pais) e enredo para mais um samba seu nas paradas de sucesso, dessa vez o Samba dos doidos de colarinho branco.

A maioria ordeira, de uma minoria que esta pintando o rosto e desfilando pelas ruas, tem casas - na cidade, na praia e no campo - com piscinas, hidromassagem e churrasqueira, tem mesada, lep tops, tablets, iphones, tem um carro que papai deu, e ainda dá um rolé no caro importado dele. Claro que eles não lutam por muitas coisas, porque estão de barriga cheia e o sistema neo liberal tem sido muito generoso com eles e esse bom sistema não precisa mudar muito, carecendo apenas de alguns ajustes pontuais.  

Um pouquinho menos de corrupção ali, discreta melhoria nos serviços públicos aqui e uma reforminha política de araque, que mantenha o político e seus partidos como donos absolutos do mandato popular, para enriquecer rapidamente os mensaleiros da pátria amada, que vendem impunemente o seu voto parlamentar. Reformas que preservem a caixa preta do judiciário, para quem ganha dinheiro ilicitamente e precisa comprar sentenças, protelar processos, para não cumprir pena, na pátria amada da impunidade.

Recentemente, uma minoria ordeira de bons militares verde amarelos, cordeirinhos adestrados dos banqueiros do sistema liberal, derrubou um vice presidente, eleito pelo voto livre e democrático, e depois, com a renuncia do presidente, foi impedido pelos canhões golpistas de assumir o governo, virando um presidente do tipo rainha da Inglaterra, que só foi investido no seu mandato de  presidente da republica, apos nova consulta popular, através do plebiscito, que derrubou um sistema parlamentarista, instituído as pressas, para novamente ser derrubado por novo golpe militar, desta vez com tanques nas ruas e a marinha norte americana em águas territoriais brasileiras.

Enquanto isso, os pais e avós dos manifestantes de hoje assistiam a tudo de braços cruzados e com medo de sair de casa. Porém, uma minoria de Vândalos foi à luta para defender a democracia e a soberania brasileira e devolver ao pais o estado democrático de direito. Torturados e assassinados, os Vândalos dos golpistas entraram para a historia como valentes heróis da legalidade.

Antes da ditadura militar, havia segurança e uma certa estabilidade, principalmente no emprego. Portanto, de acordo com a cultura patriarcal, o homem era o provedor da família e a mãe educava e cuidava dos filhos e do lar.

Com a morte dos Vândalos terroristas, a ditadura não teve oposição para esfacelar a família brasileira, dando ao patrão capitalista o bônus da demissão de seus empregados sem justa causa, em nome do progresso neo liberal e de melhores dias para o povo, levando ao desespero milhares de chefes de família, trabalhadores eficientes, que perderam o seu trabalho, para dar emprego a novos contratados nas mesmas funções, com salários vis.

Com isso, as mães abandonaram o lar, seus filhos maiores saíram da escola e foram para as ruas procurar uma vaga no mercado de trabalho, deixando filhos e irmãos menores entregues à própria sorte. Deu no que deu. O progresso social e melhores dias vieram apenas para os ricos, com mais corrupção, tráfico de influência e de outras drogas. Para o povo, só mais sofrimento, violência, insegurança, filhos no tráfico e muita bala perdida.

Como Marighella, Lamarca e outros Vândalos, os Vândalos de hoje sabem que a usura e o apego dos ricos ao luxo e a fartura, impossibilita que conquistemos o pais que sonhamos, dentro de qualquer sistema capitalista.  A repressão policial agride a população para proteger a corrupção, o patrimônio e os privilégios da minoria.

Como Marighella, Lamarca e outros Vândalos martirizados, os vândalos de hoje sabem que a elite vampira, conservadora, não vai largar o osso de seus privilégios e mordomias republicanas, apenas com passeatas festivas e população ordeira. A Historia das Civilizações confirma esse fato.

Os Vândalos de hoje sabem que a única solução para o drama centenário que esmaga o povo brasileiro é a revolução socialista, pois somente um  novo estado social pode garantir ao povo bem estar, justiça e igualdade de direitos. Desigualdade, corrupção, miséria, fome e outras violências contra os pobres são próprias do liberalismo capitalista.

Com a igualdade e justiça social, os mais talentosos, preparados e capazes de inventar, de criar e de produzir bens e serviços, terão  o direito de explorá-los por sua iniciativa e obter lucro compatível, contribuindo com seus impostos para ampliar os recursos do estado, garantidor do pleno emprego, do salário digno e de isenção fiscal aos trabalhadores e moradia e dignidade para todos os brasileiros.

Nos países socialistas consolidados, como Cuba, Suécia, Finlândia e Dinamarca, criança alguma dorme nas ruas. Todos tem moradia, ensino de qualidade, assistência médica de excelência, transporte público eficiente e trabalho para  toda a população economicamente ativa.

Velho, podre e covarde, o sistema odeia, agride, prende e tortura os Vândalos, porque eles representam o novo, a mudança, e ainda são minoria. Como um velho pedófilo decrépito, o sistema afaga e tapeia os manifestantes cordeiros, perdão, ordeiros, porque eles são ingênuos, úteis, repudiam os Vândalos e, por enquanto, são maioria.


judite pimentel
21:51 (7 horas atrás)
para mim
foto linda! parece uma pintura de bosch!

Aconteceu um fato incomum relacionado à escolha dessa foto linda. Procurei na rede uma foto de vandalismo de manifestantes,  pirei logo que vi essa foto e nem pensei duas vezes para postá-la a como ilustração do texto. Depois de postada, passando o cursor pela foto, vi que tratava-se de manifestantes em Barcelona, comemorando o campeonato de seu time de futebol. Senti um vínculo global envolvendo o texto, a foto, os fatos,  a minha escolha e mantive a foto da Espanha sobre uma manifestação no Brasil. 

Horas depois, recebo de Erica as lúcidas e globais palavras de meu guru Eduardo Galeano: 

"Me parece justa esta explosión de los indignados en Brasil. Y mucho se parece, por su vocación de justicia, a otras manifestaciones que en estos últimos años están conmoviendo a muchos países en muchos lugares del mundo.
El pueblo brasileño, el más futbolero de todos, se niega a seguir aceptando que el fútbol se utilice como coartada para humillar a muchos y enriquecer a pocos. Esta fiesta, fiesta de las piernas que la juegan y los ojos que la miran, es mucho más que el gran negocio de los señores que la dirigen desde Suiza. El más popular de los deportes quiere servir al pueblo que lo practica. La violencia de la policía no podrá apagar ese fuego."


sexta-feira, 21 de junho de 2013

O vandalismo da repressão.

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O governo, os políticos, a imprensa patronal e os abastados não estão compreendendo as recentes manifestações populares, pelo país a fora, muito menos a extensa pauta de reivindicações, que acordaram o povo brasileiro de mais de 500 anos de profunda letargia.

É óbvio que eles não podem entender, pois os governantes estão com os bolsos cheios de propina paga por empresários; os políticos estão com os bolsos entupidos de dinheiro desviado dos cofres públicos, robustamente abastecidos com o dinheiro dos tributos, que penalizam e sangram apenas os pensionistas, os assalariados, os estudantes, os biscateiros e os desempregados. E os abastados não têm mais o que encher, de tanto dinheiro arrancado do mísero salário do proletariado.

A maior e a pior de todas as violências é a fome, qualquer fome, principalmente a fome institucionalizada, como é a fome do povo brasileiro. A fome é o vandalismo da usura, que agrava e aumenta a desigualdade social.

Toda vez, e são muitas as vezes, que a covarde repressão do Estado agride o povo desarmado, clamando por seus direitos e por melhores condições de vida, o Estado não está a defender o patrimônio, seja ele público ou privado, mas sim assegurando a impunidade dos corruptos e o vandalismo da usura. Violência gera violência e a violência do Estado contra a população provoca e atiça a reação violenta, humana e justa, dos explorados.

A sábia Lina Bo Bardi, durante os anos de chumbo e sangue, que foram os malfadados anos da ditadura militar, disse que o que falta ao Brasil é a violência popular de base, que prenuncia as grandes mudanças em um país.  

Não houve por parte do povo norte americano reação violenta alguma, às violências sofridas antes, durante e após as recentes manifestações em Wall Street e nada mudou. Tudo continua piorando para esse povo, no panorama da exploração e da desigualdade social dessa enorme e decadente locomotiva neo liberal.

Por aqui a imprensa patronal brada e estigmatiza uma minoria de “vândalos”, identificados entre os manifestantes. Receber tiros de balas de borracha, pimenta nos olhos e gás tóxico nos pulmões é muito fácil de suportar estoicamente, quando não se têm presas no corpo e na alma os grilhões da desigualdade e da injustiça social.


Mas somente no dia em que a reação dos “vândalos” oprimidos for igual ou maior do que à dos vândalos repressores, o Brasil será o país sem corruptos e com serviços públicos à altura da dignidade da pessoa humana, isto é, um país no padrão FIFA, em que o nosso povo sonha viver e jogar o bom futebol de Neymar.

Os inevitáveis caminhos do desencontro.






Sem educação, sem instrução e sem conhecimento, porque não é informada, a maioria de nós sofre de algum tipo de doença, porque consome alimentos e produtos farmacêuticos nocivos.

É de pacifico conhecimento cientifico que o nosso organismo, ao metabolizar o açúcar, usa e esgota a reserva de cálcio de nosso corpo, fragilizando os ossos e provocando depressão.

Também é do conhecimento cientifico que a maioria dos produtos farmacêuticos contém substancias sintéticas, incompatíveis com o nosso metabolismo e que, após mascarar um sintoma de doença, não são eliminadas do nosso corpo, permanecendo encasuladas nas células, que se degeneram com o tempo, provocando tumores malignos, chamados popularmente de câncer.

Portanto, sem educação, sem instrução, sem conhecimento e sem informação, a maioria de nós está enferma, abatida por drogas lícitas e por consumo de alimentos processados. Os primeiros sinais visíveis da doença são o excesso de peso, barriga dilatada, displasia, obesidade - que já é uma pandemia - porque nós vivemos mal e somos pessimamente remunerados e tratados como mercadorias descartáveis, com a missão social de consumir tudo que a propaganda sugere, para o bem e a riqueza de quem nos explora.

E foi com muita tristeza que escrevi os versos do inevitável caminho do nosso desencontro, em homenagem às lindas, doces, e meigas musas da minha mocidade, vítimas da gula, da usura do obeso sistema neo liberal, que só prioriza, ampara e protege o lucro e o mercado.



Os inevitáveis caminhos do desencontro.

Lindas, soltas, inteligentes,
as envolventes, sedutoras, rebolantes
adolescentes aqui da ilha
abraçavam-me como o pai
que elas gostariam de ter,
enquanto eu, seduzido e torturado
no desprezo de tão formidável encanto,
só pensava em casar com uma delas,
para parar de tanto de amor sofrer.

Mas o tempo,
no seu inexorável e terrível caminhar,
foi pintando mais azul
o mar em volta da ilha
e de branco os meus cabelos
de fios ruivos, negros e castanhos,
como os castanhos cabelos de minhas filhas.

E hoje, sexagenário e fiel,
estou casado indissoluvelmente
até o meu fim
com a minha única companhia,
adorável e possível,
que sou eu mesmo para mim.

Maduras, rechonchudas, peitudas e enfermas,
barrigudas imagens de uma decadência descontrolada,
muito triste e desnecessária de se viver,
as deslumbrantes meninas de outrora
que, apartadas de seus encantos,
perderam-se no caminho,
desistindo de um envelhecimento tranquilo,
 saudável como o meu,
 elas entendem somente agora
que sou o homem, o amante, o marido,

que sempre sonharam ter.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Terapias complementares na Casa da Aranha.






A comunidade de praticantes budistas da Casa da Aranha é uma instituição não religiosa, portanto não conta mentiras, não arranca dinheiro, nem coisa alguma das pessoas. Ela se mantém com a venda do livro O caminho da Casa da Aranha e com a doação de visitantes interessados em beleza, paz e saúde. Socialista, na mais apolítica possível acepção da palavra, a comunidade socializa, faz acessível a todos, tudo de bom que tem a oferecer. Em troca, os ricos contribuem de acordo com o peso ou com a leveza de suas consciências e os pobres com aquilo que eles sabem fazer, trabalhos de seus talentos, ou com legumes, frutas e verduras, cultivadas sem veneno em seus quintais. Em Itaparica, o pobre ainda desfruta o luxo de ter um quintal.   


Terapias complementares

Praticando yoga.
no dia seguinte
à massagem feita em mim
por Lucio Martin,
percebi a força de um atleta
e a elasticidade juvenil
no meu corpo senil.